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Jul. 26th, 2009

canon

Encontros e Despedidas

"Melhor ainda é poder voltar
Quando quero..."


Um dos meus passa tempos preferidos (se não preferido, pelo menos, muito freqüente) é olhar preços de passagens de avião para os mais variados lugares do Brasil. Como se a qualquer momento eu pudesse dar uns cliques, comprar passagens e fazer as malas.

 

O pior mesmo é quando eu dou de cara com uma promoção perfeita para o meu orçamento. Com o fator dinheiro não sendo um problema, a obrigação de trabalhar finais de semana e de ter milhões de compromissos com/para a faculdade parecem o pior dos piores castigos do universo.

 

Felizmente, existe uma palavrinha que eu quase tinha me esquecido do prazer que ela proporciona ao ser pronunciada. Mas depois de quatro anos lá está ela: férias.

 

Então, uma conversa aqui, outra ali, milhas da mãe e eu tinha passagens e uma ansiedade tão imensa que eu mal podia me conter!

 

Esbarrar em um mapa do Brasil é sempre meio nostálgico. Dá para marcar de cara, sem pensar muito, umas sete ou oito cidade em que eu ficaria muito mais feliz se estivesse naquele momento. Mas embarcar de volta para o Rio depois de ter estado em um desses lugares é dezenas de vezes mais triste.

 

Porque apesar de todas as promessas de “vamos nos ver logo”, tudo parece gritar que serão longos meses nos quais aquelas pessoas vão de animar e te fazer rir sem que as gargalhadas se misturem em um coro estranho mas que faz você se sentir confortável, no lugar certo. Você sabe que a sua risada será a única na frente do computador por um longo tempo.

 

E isso parece tão irremediavelmente injusto!

 

Você gostaria que naquele espaço de tempo, pouco mais que duas horas dentro do avião, você pudesse pensar em outra coisa, mas tudo que vem a sua cabeça é o quanto é bom poder dar todos aqueles abraços que você não deu no aniversário, no dia do amigo, em outras comemorações aleatória, num dia meio deprê; ou como você quase tinha esquecido o som daquelas vozes; até como é meio constrangedor, mas inegavelmente bom fazer confissões cara-a-cara; ou o quanto piadas de duplo sentido são mais legais e ainda mais freqüentes ao vivo.

 

E as risadas.

 

Elas ficam ecoando na sua memória por algum tempo e depois somem, mesmo que você as queira de volta mais do que tudo.

 

O que me conforta durante o trajeto Salvador/Rio é que eu tenho só quatro dias antes de um próximo embarque, dessa vez para o lado oposto do país. Embora minha mente cruel se encarregue de me lembrar que serão só mais cinco dias antes de ter outra volta melancólica para o Rio, por enquanto eu fico com a ansiedade que antevê mais um encontro.

 

Enquanto eu substituo biquíni e camisetas por casacos e gorrinhos (que eu sei que me renderão coisas como “Para que tanta roupa? Nem ta tão frio assim.”) na mala, eu repito mais algumas vezes a palavra “férias”.

 

Gosto da sensação.

Dec. 23rd, 2008

librarian

Emilia, atende o celular!

As pessoas que têm ligado para o meu celular desde sexta têm sido atendidas logo na primeira tentativa e, na maioria das vezes, também logo no primeiro toque.

Esse é um evento que não acontecia a pelo menos dois anos.

Trabalhar em um biblioteca não é como eu pensava. Os meus sonhos de jovem nerd devoradora de livros não foram plenamente realizados. Eu não podia ler tudo que estava ao meu alcance indiscriminadamente o tempo inteiro. Mas... tem suas vantagens. Só de estar no meio dos livros já é uma sensação bastante reconfortante. A resolução fácil de todo e qualquer trabalho da faculdade também é bastante agradável. As oportunidades de conhecer semelhantes (jovens nerds devoradores de livros) é algo interessante. Sem contar que o trabalho de um bibliotecário é... bem... é o que eu gosto de fazer.

E em outro ponto, tem suas desvantagens também. Silêncio por exemplo. Até eu ganhar permissão para plugar meus fones de ouvido no PC e ouvir música enquanto trabalhava, eu quase surtei.Outra situação que isso implicava era o toque do meu celular, que fora completamente banido da minha vida. Mesmo que fora da biblioteca. Porque sempre que eu tirava o bichinho do silencioso, eu esquecia de colocar novamente quando entrava na biblioteca e acabava passando por situações constrangedoras que eram desnecessárias.

Meu celular se transformou em um aparato calado então. O que era o motivo de eu nunca atender as ligações de primeira (nem de segunda, nem terceira, e nem na meia hora seguinte provavelmente).

O fato é que eu não estou trabalhando mais na biblioteca.

Foi uma decisão impulsiva, mas acertada. Eu acho que eu já não tinha mais nada para aprender lá e também não tinha muito mais o que oferecer, estava saturada. Claro que existiam outros motivos, mas esse foi o principal e foi o que eu fiquei repetindo para mim mesma incessantemente na sexta-feira a noite. Porque depois de passar o dia inteiro quase pulando de satisfação por ter férias pela primeira vez em três anos, a noite foi um pouco mais difícil, finalmente caiu a ficha.

Eu trabalhei dois anos lá, e conheci pessoas que sempre me deram o maior apoio e incentivo. Fiz amigos lá. E é sempre muito difícil, para mim, estar longe dos meus amigos (por mais estranho que isso possa parecer já que eu tenho um amigo em cada canto do Brasil). Mas de todo modo, apesar de todas as coisas que eu pensei depois, eu não me arrependo. Preciso de algo novo agora. Aprender mais, sempre.

E então, estou partindo para uma nova fase. Atendendo minhas ligações de primeira agora e pensado no que fazer com todo esse tempo livre.

 

 

*

 

 

Eu queria agradecer todas as mensagens natalinas cheias de carinho que tenho recebido. Infelizmente não estou em clima natalino e não tenho a menor condição de respondê-las. Mas queria que as pessoas que me mandaram soubessem que o carinho delas me deixa muito feliz.

Dec. 5th, 2008

izzie

Crise existencial

Não é novidade, mas...

( Geek? Ou Nerd? )

Eu não tenho nenhum problema com "nerd".


*


Se eu contasse o meu dia de hoje vocês nem iam acreditar. E ainda são 15h, ou seja, tem potencial para piorar. ai ai.

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