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Jun. 9th, 2009

Slyclaw

Uma maneira de ferir e continuar sendo abandonad

A lua de hoje me fez lembrar a lua de alguns anos atrás. Era também uma lua de inverno (que são sempre as mais bonitas) e era também perto do dia dos namorados. A diferença é que a lua do passado era amarela e eu parei no meio da rua deserta para olhar. A de hoje era branca e tinha um coelho, eu parei no meio da calçada lotada.

A de hoje acabou refletida no mar. Tão lindo que doía. Mas sem sentido, porque a outra pessoa que enxerga o coelho não estava mais lá.

Porque depois dos lábios formigando, da lua, dos planos explodindo em ansiedade, tudo que eu menos queria era uma ligação. Porque, nesse caso, notícias boas chegam por mensagem de texto, ligações nunca trazem os melhores presságios.

Depois da escala na faculdade que eu daria tudo para ter evitado (e que acabou se transformando em aulas de apoio e mais funções do PET), volto eu para casa com planos que forma por água abaixo e a promessa de um final de semana um pouco mais solitário do que eu tinha imaginado.

Planos frustrados e solidão não matam. E o que não mata, fortalece.

E então eu já não sei mais se o título do texto é para ele ou se é para mim mesmo.

Dec. 18th, 2008

Bookstore

Cabrito arredio que sobe a montanha, não chega no topo

 

Na peça Dança dos Signos do Oswaldo Montenegro, o capricorniano é descrito como "o cabrito que sobe a montanha, mas não olha para baixo para não ter vertigem, nem para o alto para não ver a distância do topo". Eu não sou lá a pessoa mais crédula nessas coisas de signo, muito menos nessas coisas astrológicas inventadas para peças. Só que essa frase é, coincidentemente, tão como eu sou, que acabou ficando guardada na memória.

E essa sou eu porque nunca me faltou coragem para entrar de cabeça nas missões impossíveis ou para ter objetivos inatingíveis. Mas sempre me faltou coragem para encarar de frente o quanto algo poderia ser difícil, por toda a minha vida me esquivei de pensamentos como esse porque eu não queria a vertigem, a sensação de que "eu não vou conseguir", assim como ficar refletindo o quão longe ainda estão os meus objetivos, para não desanimar...

Mas o importante é que eu subo a montanha! Mesmo que só olhando para frente.

Tudo que eu fiz até hoje na minha jornada ao topo da montanha foi estudar como a boa nerd que sou e trabalhar como uma escrava. Nunca tive duvida alguma de que esse era o caminho e ainda não tenho, mas existem outras coisas. Existem mais pessoas subindo a montanha e, a despeito das vezes que um tenta derrubar o outro, há vezes que um ajuda o outro a caminhar. E isso é fundamental.

Dividir experiências, debater, discutir, conversar no bar, são as oportunidades de se ter novas visões e também, porque não, novas (ou melhores) soluções. E, na minha opinião, esse é o catalisador não só da subida ao topo, mas do crescimento pessoal. A capacidade de discutir e aprender de dá possibilidades infinitas. E esse, para mim, é o ponto inicial da ciência, não um problema, não um objeto, mas uma discussão.

As instituições de ensino são um dos melhores lugares para isso. Eu passei correndo pelo colégio, entrei, estudei e saí. E estava fazendo o mesmo com a faculdade, mas parei e respirei. Eu não quero só o topo, eu quero o caminho inteiro.

E agora que eu estou colocando isso em prática, as coisas estão sendo mais do jeito que eu sempre quis. Além de estarem rendendo alguns outros frutos que eu não esperava, porque o que era exclusivamente acadêmico, resultou em amigos e um irmão. 

E isso é muito mais do que eu poderia querer. ^^

Dec. 11th, 2008

Slyclaw

Post chato sobre uma semana chata...


Sabe quando você tá com muita vontade de ir ao banheiro e conforme você vai chegando perto do banheiro a vontade aumenta? Quando você pega as chaves de casa para abrir a porta parece que você não vai agüentar?

Esse semana eu tava com a chave das minhas férias na mão e achei que não fosse agüentar.

Além do cansaço físico, tinha todo um fator psicológico de ficar em prova final, mais uma exaustão mental de estudar sem intervalos e para completar, a minha fina e frágil linha de paciência estava quase arrebentando.

Agora só falta entregar o último trabalho que, graças aos deuses, já está pronto e eu não tive que mover um dedo para isso. Foi a retribuição de ter levado um indivíduo nas costas no primeiro trabalho dessa matéria. Foi um grande suspiro de alívio!

(Obviamente que não será entregue sem uma rigorosa revisão minha XD)

E assim foi o ritmo da minha semana, momentos insanos sem nem tempo de tomar fôlego. Desmaiando na cama de cansaço e não dando a menor atenção para mais nada além de provas, trabalhos e esse tipo de coisa.

Mas amanha acabou. E falando em férias... agente sempre pode ter umas utopias para elas, né? Eu tava pensando em uma DDK por final de semana, assistir todos os filmes em cartaz e todos os que eu baixei, ler meu estoque de livros na lista de espera e postar 3 vezes por dia no PP.

Sonhadora, eu? Imagina. Sei bem o que me aguarda essas férias: auto-escola, ENEBD, artigo do EREBD sul, ENEBD, monografia, ENEBD, intensivão de inglês, ENEBD...

Enfim, esse final de semana não é tecnicamente férias então vou aproveitar para dar uma relaxada, talvez o ENEBD me alcance antes de segunda, mas não conta para o[info]jlsgomes . Porque, como vocês perceberam, eu vou cair dentro do ENEBD, porque aí vem o caos! E a científica precisa estar preparada para o caos!

Por enquanto eu vou relendo meu trabalhinho de amanhã e postando por aqui para aliviar o stress. Afinal, daqui a pouco tem reunião do ENEBD e eu tenho que estar bem zen!

Nov. 18th, 2008

librarian

Cachaceiros da minha vida

Eu nunca poderia imaginar que eu estaria num bar em plena segunda-feira.
 
Ainda mais em uma segunda-feira completamente distante das férias, com direito a aula no dia seguinte, estágio e dilúvio no Rio de Janeiro.
 
Há lugares que me atraem mais do bares. Muitos lugares. Mas estranhamento isso tem sido legal.
 
Alias, muitas coisas estranhas tem acontecido esse ano. Foi uma ano de merda, mas surpreendentemente houve alguns bons acontecimentos.
 
Quanto pior está a minha vida, mais eu vou tentando ocupar o meu tempo, geralmente com os estudos. Nunca tinha me ocorrido que isso poderia me trazer oportunidades além das já academicamente comprovadas, como por exemplo ser arrastada para um bar em plena segunda-feira.
 
Um brinde a isso!

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