Ás vezes reclamamos de tudo, e depois reclamamos do nada que nada acontece.
Por mais que tudo pareça querer acontecer ao mesmo tempo, saiba que nós nunca temos controle do que planejamos.
Falo isso por que de um dia pro outro coisas podem terminar em menos de 10 minutos. Falo isso por que se hoje eu sei esperar é por que antes nem tempo tinha pra saber como aproveita-lo.
Tô vivendo constantemente perto de pessoas amigas que poupam tempos de diversão pra que no futuro saibam aproveita-lo melhor, e eu quase me esqueci que já passei por algo similar.
Hoje em dia, pra mim, nada mais é impossível. E eu espero que meus amigos saibam disso.
Num desses dias eu virei pra Alli e disse: "Se as pessoas soubessem metade dos perrengues que passei..." Ela disse pra eu escrever...Duvido que alguém leria, ás vezes acho enfadonho demais voltar no tempo, mas se alguém quiser mesmo saber, acho que na hora certa irei contar.
Ontem eu estava assistindo ao documentário da J.K Rowling, e nossa! Como temos vidas parecidas! E como temos desejos em comum quanto a desigualdade social, e quanto temos em comum em relação a traumas vividos. As pessoas admiram Rowling não pelo que ela passou e sim pelo que ela se transformou a partir disso e dessa superação. E é por isso que desisto e desisti no momento de contar o que de ruim se passa ou passou, quero poder contar o que eu resultei.
Pra mim ainda é muito difícil acreditar que pessoas me querem por perto pelo o que eu sou, e essa foi a frase que eu mais tentei justificar nesses dois últimos meses, por que a minha desconfiança é tão grande por causa dos traumas que me impede de enxergar direito.
Mas tenho uma certeza: eu consigo me enxergar melhor por que hoje me enxergam verdadeiramente. Essa é uma afirmação que soa meio falsa, mas é verdade. E essa minha nova visão talvez se deva ao fato de que antes eu não sabia transmitir minha mensagem, e até hoje não tenho nenhuma fórmula secreta.
Ainda encontro dificuldades, mas é nessa hora que eu peço tolerância...Todo mundo precisa ser mal interpretado às vezes pra poder ser entendido, contanto que haja tolerância.
Beijos tolerantes,
Monique.