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Emilia, atende o celular!

As pessoas que têm ligado para o meu celular desde sexta têm sido atendidas logo na primeira tentativa e, na maioria das vezes, também logo no primeiro toque.

Esse é um evento que não acontecia a pelo menos dois anos.

Trabalhar em um biblioteca não é como eu pensava. Os meus sonhos de jovem nerd devoradora de livros não foram plenamente realizados. Eu não podia ler tudo que estava ao meu alcance indiscriminadamente o tempo inteiro. Mas... tem suas vantagens. Só de estar no meio dos livros já é uma sensação bastante reconfortante. A resolução fácil de todo e qualquer trabalho da faculdade também é bastante agradável. As oportunidades de conhecer semelhantes (jovens nerds devoradores de livros) é algo interessante. Sem contar que o trabalho de um bibliotecário é... bem... é o que eu gosto de fazer.

E em outro ponto, tem suas desvantagens também. Silêncio por exemplo. Até eu ganhar permissão para plugar meus fones de ouvido no PC e ouvir música enquanto trabalhava, eu quase surtei.Outra situação que isso implicava era o toque do meu celular, que fora completamente banido da minha vida. Mesmo que fora da biblioteca. Porque sempre que eu tirava o bichinho do silencioso, eu esquecia de colocar novamente quando entrava na biblioteca e acabava passando por situações constrangedoras que eram desnecessárias.

Meu celular se transformou em um aparato calado então. O que era o motivo de eu nunca atender as ligações de primeira (nem de segunda, nem terceira, e nem na meia hora seguinte provavelmente).

O fato é que eu não estou trabalhando mais na biblioteca.

Foi uma decisão impulsiva, mas acertada. Eu acho que eu já não tinha mais nada para aprender lá e também não tinha muito mais o que oferecer, estava saturada. Claro que existiam outros motivos, mas esse foi o principal e foi o que eu fiquei repetindo para mim mesma incessantemente na sexta-feira a noite. Porque depois de passar o dia inteiro quase pulando de satisfação por ter férias pela primeira vez em três anos, a noite foi um pouco mais difícil, finalmente caiu a ficha.

Eu trabalhei dois anos lá, e conheci pessoas que sempre me deram o maior apoio e incentivo. Fiz amigos lá. E é sempre muito difícil, para mim, estar longe dos meus amigos (por mais estranho que isso possa parecer já que eu tenho um amigo em cada canto do Brasil). Mas de todo modo, apesar de todas as coisas que eu pensei depois, eu não me arrependo. Preciso de algo novo agora. Aprender mais, sempre.

E então, estou partindo para uma nova fase. Atendendo minhas ligações de primeira agora e pensado no que fazer com todo esse tempo livre.

 

 

*

 

 

Eu queria agradecer todas as mensagens natalinas cheias de carinho que tenho recebido. Infelizmente não estou em clima natalino e não tenho a menor condição de respondê-las. Mas queria que as pessoas que me mandaram soubessem que o carinho delas me deixa muito feliz.

Comments

Acho que tempo livre não é bem o termo, agora vc tem tempo para fazer oq queria..sabe, organizar suas metas/planos e outros afazeres (como ler um livro de umas 420páginas da noite pro dia o/)

Uma coisa eu seu mocinha, já tinha tempo que não t'via tão relaxada^^


amo-te.**
Tbm sempre levo em conta o aprendizado, e se vc não tinha mais nada pra aprender lá, que bom que vc teve coragem de seguir outros planos ;-)
A gente sempre tem que lembrar das nossas metas e sonhos, eles fazem muito parte do que somos.

(Anonymous)

Olá Emilia,
lembrei a pouco de te recomendar um livro... "Vida de Estagiário" de Allan Sieber, quando tiver a oportunidade leia!
abraçoo e até.

Pedro A.
http://www.andandonacontramao.blogspot.com

PS.: eupessoalmente achei complicadissimo postar meu comentário =p
Emilia, diante do que li no seu post não posso deixar de lhe dar todo o meu apoio. Acho que vc fez certíssimo em deixar o estágio se ele já não estava mais sendo proveitoso como deveria ser. A hora de aprender é AGORA, enquanto ainda estamos na faculdade, porque depois de nos formarmos ninguém vai ensinar mais nada. O que aprendermos será debaixo do chicote da obrigação de cumprir 8 horas (ou mais!) diárias e olhe lá!
Ficar longe das pessoas queridas que conhecemos e passamos a amar é sempre difícil, mas assim é a vida: um ciclo onde nada é para sempre. Outras pessoas ainda vão aparecer na nossa vida e vamos aprender a ama-las tb. No final, teremos um saldo super positivo de pessoas que amamos e que nos amam. =)
Um beijo enorme e Feliz 2009!!!
Dobby is Freeee!!!

Oi Milinha, agora é partir para novos horizontes XD

Nesse seu tempo livre você vem pra São Paulo dia 17 e fica até quando???

Bjs e boa sorte
Ana

Ps. tomei vergonha na cara e atualizei o LJ

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