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Oct. 14th, 2009

Milinha

(8) horas com ele

A gente faz amor
Por telepatia
Telepatia!
No chão, no mar, na lua
Na melodia...

(Rita Lee – Mania de você)

  

*

  

Com quantas pessoas você consegue conversar durante oito horas seguidas?

 

Não oito horas dizendo coisas. O último lançamento do cinema. A moda primavera-verão de 2009. A loucura do tempo hoje em dia. O que você comeu ontem de almoço.

Não. Não é isso.

 

Ou você só precisaria de uma pessoa que saiba ouvir e tenha algo interessante a dizer, Aquele tipo de pessoa que nem sabe o seu nome do meio opu que você é alérgica a corante amarelo, mas com quem a conversa flui naturalmente durante horas. Essas pessoas não são tão raras assim, você que nem sempre está disposto.

 

(e esse último parágrafo você pode intitular “por experiência própria”)

 

Mas a conversa, essa de oito horas, não é só dizer coisas, é realmente falar. Deixar aquilo que dói em você ter voz. Usar palavras para o que sempre existiu dentro da sua mente (e sempre pareceu que não caberia em frases simples), mas mesmo assim ser entendido.

 

E ouvir aqueles segredos que ficam entrelaçados no silêncio. Como se uma alma falasse com a outra. E saber exatamente porque esse é o clichê mais usado do mundo: porque está quase instinto fora da literatura e porque todo mundo almeja.



*

Aug. 18th, 2009

All Star

É sempre amor, mesmo que mude


Um suspirar cansado. De ambos. Suas testas se encostaram de leve.

“Podia ser mais fácil.” Uma voz murmurou baixinho.

Era a sua.

“É, podia.” Respondeu sem sorrir.

(retirado de uma fic)

 

 

*

 

 

Algumas coisas nunca mudam.

 

Cinco anos é tempo suficiente para alguém terminar uma faculdade. Para uma pessoa não conseguir lembrar o nome ou o rosto de alguém. Para uma ferida sentimental cicatrizar. Ou sangrar ainda mais.

 

Cinco anos e as sapatilhas podem se perder, mas a dança continua a mesma, com aqueles passos que o corpo reconhece. A academia continua a mesma, uma nova pintura ali, umas fotos novas na parede aqui, mas surpreendentemente o mesmo chuveiro, a mesma falha no linóleo que você reparou um dia, o mesmo som.

 

Cinco anos e as pessoas continuam as mesmas. Alguns centímetros mais altas ou com uns fios a mais de cabelos brancos. Quem era boa continua boa, quem era medíocre continua tentando. Alguém que não sabia o que fazer continua sem saber o que fazer. Só que agora o cenário é novo, está na faculdade, no emprego novo, num novo país.

 

Cinco anos e as sensações que pareciam perdidas estão de volta. O pé descalço no linóleo. Folhear um livro antigo e rele-lo. A conversa com o melhor amigo que voltou para sua vida. A boca que reconhece a outra boca, como se nunca tivessem beijado outras bocas.

 

Cinco anos e desapego continua sendo desapego, apesar de doer mais. Êxtase continua sendo êxtase, apesar de ser melhor. As feridas ainda sangram, só que você quer estancar. O amor ainda é amor e ainda dói.

 

Cinco anos e suas coisas favoritas ainda são favoritas. Mas algumas você não pode mais fazer, o que faz o mundo parecer cruel. O mundo já era cruel há cinco anos atrás e nos cinco antes desses e em milhares de cinco anos anteriores.

 

Algumas coisas nunca mudam. Só trocam de tênis.

Aug. 6th, 2009

Meias

Dois minutos. Pelo telefone. E fim.


I'll    tell you something

I think you'll understand.

When I  say that something.

I wanna hold your hand

(The Beatles – I wanna hold your Hand)

 

*

 

Como diria Adriana Calcanhoto “Cariocas não gostam de dias nublados”. Isso não se aplica a mim. Mas de qualquer forma, por um pequeno desvio de percurso, eu não sou carioca.

 

Eu gosto de dias nublados. A paisagem que todo mundo inveja por eu ter aqui na Urca, eu prefiro quando está cinza.

 

Podem me chamar de maluca. Estou acostumada.

 

O fato é que a visão um tanto melancólica da praia de Botafogo me parece muito mais poética do que com um sol cegante e esturricante a iluminando. Sem contar com o motivo metrológico óbvio: fica mais fresco.

 

Claro que isso tudo foi antes de Curitiba, onde as nuvens se juntavam com alguns outros pensamentos nebulosos e me deixavam completamente deprimida.

 

No meu último dia na cidade, fez sol. Eu saí para andar e fui a alguns lugares no mais espírito Carpe Diem. Estava tudo bem, apesar da nostalgia do último dia.

 

Ironicamente, depois do telefonema começou a nublar. Os deuses me amam. Quando eu cheguei ao aeroporto estava um nevoeiro tão grande que alguns vôos tiveram que ser cancelados. E o meu atrasou.  Apenas uma hora e 3 expressos duplos depois, eu finalmente embarquei para voltar para casa.

 

As nuvens não me deixaram ver Curitiba ficando para trás, ficando pequena lá embaixo. Nem pude me despedir. E isso doeu.

 

Mas eu cicatrizo rápido.

 

O importante agora é que o Rio de Janeiro continua lindo (e quente). Nublado ou não!

 

 

*

 

 

As pessoas deveriam ser proibidas de escrever no avião.

 

Último post sobre Curitiba. Aproveitem.

Aug. 4th, 2009

PaulIcaro

Você sabe o que eu vim fazer aqui?


when you stay at home thinking of those who are long gone or those who are getting kisses from someone that is not you
(Papergirl – Love poem)


Eu poderia fazer um post inteiro sobre o quanto eu senti frio em Curitiba, mas essa é provavelmente a minha resposta para todo mundo que perguntar “E ai? Como foi lá em Curitiba?”. Então não vou perder meu tempo escrevendo sobre isso, mas é importante citar, pois o frio explica muita coisa.


Explica porque eu achei que não fosse ser uma “volta-ao-Rio” tão ruim e melancólica quanto foi a de Salvador. Porque eu voltaria para o calor e finalmente pararia de tremer depois de fazer isso durante 5 dias sem intervalos.

É um bom motivo.

Mas aqui, há algumas horas do embarque, eu descubro que não é motivo suficiente. Que nenhum dos motivos que eu pensei (e eu pensei em muitos, e depois os abandonei e eventualmente pensei de novo) o tempo inteiro é suficiente. Eu sei quais vão ser os pensamentos durante o vôo. Aqueles da série “mais um pouco”.

Mais um pouco de férias.
Mais um pouco de frio.
Mais um pouco de companhia.
Mais um pouco dos momentos legais.
Mais um pouco desse solzinho que (droga!) só apareceu na última hora.

Mas... nada de “mais um pouco” para mim. Daqui a uma hora e meia estou a caminho do aeroporto, mas até lá, estou com os dedos cruzados pedindo para que dê tempo.

É estranho quando você está com uma daquelas pessoas que você quer estar sempre, mas nunca pode. Parece tão certo que soa até normal, como se fizesse parte da rotina, mas você só se dá conta do quanto é alucinantemente bom e do quanto vai demorar para acontecer de novo quando falta uma hora e meia para ir para o aeroporto.

Talvez eu nunca me acostume com as voltas afinal...


 

Jul. 26th, 2009

canon

Encontros e Despedidas

"Melhor ainda é poder voltar
Quando quero..."


Um dos meus passa tempos preferidos (se não preferido, pelo menos, muito freqüente) é olhar preços de passagens de avião para os mais variados lugares do Brasil. Como se a qualquer momento eu pudesse dar uns cliques, comprar passagens e fazer as malas.

 

O pior mesmo é quando eu dou de cara com uma promoção perfeita para o meu orçamento. Com o fator dinheiro não sendo um problema, a obrigação de trabalhar finais de semana e de ter milhões de compromissos com/para a faculdade parecem o pior dos piores castigos do universo.

 

Felizmente, existe uma palavrinha que eu quase tinha me esquecido do prazer que ela proporciona ao ser pronunciada. Mas depois de quatro anos lá está ela: férias.

 

Então, uma conversa aqui, outra ali, milhas da mãe e eu tinha passagens e uma ansiedade tão imensa que eu mal podia me conter!

 

Esbarrar em um mapa do Brasil é sempre meio nostálgico. Dá para marcar de cara, sem pensar muito, umas sete ou oito cidade em que eu ficaria muito mais feliz se estivesse naquele momento. Mas embarcar de volta para o Rio depois de ter estado em um desses lugares é dezenas de vezes mais triste.

 

Porque apesar de todas as promessas de “vamos nos ver logo”, tudo parece gritar que serão longos meses nos quais aquelas pessoas vão de animar e te fazer rir sem que as gargalhadas se misturem em um coro estranho mas que faz você se sentir confortável, no lugar certo. Você sabe que a sua risada será a única na frente do computador por um longo tempo.

 

E isso parece tão irremediavelmente injusto!

 

Você gostaria que naquele espaço de tempo, pouco mais que duas horas dentro do avião, você pudesse pensar em outra coisa, mas tudo que vem a sua cabeça é o quanto é bom poder dar todos aqueles abraços que você não deu no aniversário, no dia do amigo, em outras comemorações aleatória, num dia meio deprê; ou como você quase tinha esquecido o som daquelas vozes; até como é meio constrangedor, mas inegavelmente bom fazer confissões cara-a-cara; ou o quanto piadas de duplo sentido são mais legais e ainda mais freqüentes ao vivo.

 

E as risadas.

 

Elas ficam ecoando na sua memória por algum tempo e depois somem, mesmo que você as queira de volta mais do que tudo.

 

O que me conforta durante o trajeto Salvador/Rio é que eu tenho só quatro dias antes de um próximo embarque, dessa vez para o lado oposto do país. Embora minha mente cruel se encarregue de me lembrar que serão só mais cinco dias antes de ter outra volta melancólica para o Rio, por enquanto eu fico com a ansiedade que antevê mais um encontro.

 

Enquanto eu substituo biquíni e camisetas por casacos e gorrinhos (que eu sei que me renderão coisas como “Para que tanta roupa? Nem ta tão frio assim.”) na mala, eu repito mais algumas vezes a palavra “férias”.

 

Gosto da sensação.

Jun. 9th, 2009

Slyclaw

Uma maneira de ferir e continuar sendo abandonad

A lua de hoje me fez lembrar a lua de alguns anos atrás. Era também uma lua de inverno (que são sempre as mais bonitas) e era também perto do dia dos namorados. A diferença é que a lua do passado era amarela e eu parei no meio da rua deserta para olhar. A de hoje era branca e tinha um coelho, eu parei no meio da calçada lotada.

A de hoje acabou refletida no mar. Tão lindo que doía. Mas sem sentido, porque a outra pessoa que enxerga o coelho não estava mais lá.

Porque depois dos lábios formigando, da lua, dos planos explodindo em ansiedade, tudo que eu menos queria era uma ligação. Porque, nesse caso, notícias boas chegam por mensagem de texto, ligações nunca trazem os melhores presságios.

Depois da escala na faculdade que eu daria tudo para ter evitado (e que acabou se transformando em aulas de apoio e mais funções do PET), volto eu para casa com planos que forma por água abaixo e a promessa de um final de semana um pouco mais solitário do que eu tinha imaginado.

Planos frustrados e solidão não matam. E o que não mata, fortalece.

E então eu já não sei mais se o título do texto é para ele ou se é para mim mesmo.

May. 21st, 2009

Hell

Mas você não é.

Querida Emilia do ano de 2009,

O mundo é seu agora. Pena que você não sabe disso ainda. Viver é brincar de roda, você nunca sabe onde vai estar amanhã, mas é sempre bom saber uma ciranda. E você que se apega tanto aos seus planos, tadinha. Você se acha tão esperta!

Você pensa em trabalho de 8 da manhã às 3 da manhã e acha que é seu ritmo de vida. Descansar e refletir não são para você, não é? Com um energético, um café e o sono complementar no ônibus, você está como nova! Você se acha tão esperta!

Você acha que não é capaz, que não vai dar certo em nada e tem tanto medo que isso seja verdade que está paralisada. Você sabe por onde começar, só por isso, sua falta de coragem a faz achar que você pode adiar o quanto quiser. Você se acha tão esperta!

Os caras não ligam para você e então você não liga para eles de volta. Você não se encaixa nos padrões, não causa arroubos de paixão, não desperta interesses. Quase invisível, não é? E diz para si mesma que não se importa, enquanto no fundo pensa que se perdesse uns quilos, tudo se resolveria. Você se acha tão esperta!

E tem a sua mochila. Aquela que você sabe que é perfeita para jogar nas costas e sair pelo país visitando os amigos. Mas você só checa os preços das passagens todo dia e nunca as compra. Porque sem a internet, no cara-a-cara, você não vai ter tempo de pensar no que dizer e eles vão perceber o quanto você é comum, pouco interessante. Você se acha tão esperta!

Você acha que está no canto do mundo. Acha que vai passar por ele sem fazer nada excepcional, apesar das suas idéias. Acha que não vai fica na memória de ninguém por muito tempo, apesar de ter algum potencial. Acha que apesar de tudo, você não vale tanto a pena assim. E acha que tudo isso não tem problema, algumas pessoas simplesmente não nasceram para brilhar, não é? Você se acha tão esperta!

Você se acha tão esperta. Mas você não é.

Com amor (porque um pouco de amor-próprio não faz mal, embora você ainda não saiba isso),

Emilia do ano de 2029

May. 18th, 2009

Meias

Meio bonita. Meio antiquada. Meia estação.


Lembra que eu falei que esse blog seria uma válvula de escape? Pois é. Fiquei sem tempo.

Escrever é meio viciante. Não teve um dia que eu tenha ficado sem postar aqui que eu não tenha pensado em postar aqui. Escrevo altos textos na minha cabeça, mas não tenho tempo de digitá-los.

A situação está ficando crítica e vocês realmente vão me ver mais por aqui.

Mas hoje eu não tenho nada meu para por aqui. Não por falta de idéias, mas porque eu achei algo melhor. Algo que se tivesse escrito por mim, não teria tanto de mim. Esbarrei nele sem querer no Orkut, tentei mesmo descobrir de quem é, mas eu tenho apenas umas informações não muito confiáveis de que foi tirado de um Zine, o Zine Vanilli.

Entrei no tal site, que está desativado, e peguei os arquivos. As meninas de lá definitivamente não têm os mesmo ideais que eu, mas têm ótimos textos.

Chega de enrolar.


***
 

 

Clique aqui para ler! )

 

***
 

É isso.

E a vida segue. Frenética. Como sempre.

Dec. 23rd, 2008

librarian

Emilia, atende o celular!

As pessoas que têm ligado para o meu celular desde sexta têm sido atendidas logo na primeira tentativa e, na maioria das vezes, também logo no primeiro toque.

Esse é um evento que não acontecia a pelo menos dois anos.

Trabalhar em um biblioteca não é como eu pensava. Os meus sonhos de jovem nerd devoradora de livros não foram plenamente realizados. Eu não podia ler tudo que estava ao meu alcance indiscriminadamente o tempo inteiro. Mas... tem suas vantagens. Só de estar no meio dos livros já é uma sensação bastante reconfortante. A resolução fácil de todo e qualquer trabalho da faculdade também é bastante agradável. As oportunidades de conhecer semelhantes (jovens nerds devoradores de livros) é algo interessante. Sem contar que o trabalho de um bibliotecário é... bem... é o que eu gosto de fazer.

E em outro ponto, tem suas desvantagens também. Silêncio por exemplo. Até eu ganhar permissão para plugar meus fones de ouvido no PC e ouvir música enquanto trabalhava, eu quase surtei.Outra situação que isso implicava era o toque do meu celular, que fora completamente banido da minha vida. Mesmo que fora da biblioteca. Porque sempre que eu tirava o bichinho do silencioso, eu esquecia de colocar novamente quando entrava na biblioteca e acabava passando por situações constrangedoras que eram desnecessárias.

Meu celular se transformou em um aparato calado então. O que era o motivo de eu nunca atender as ligações de primeira (nem de segunda, nem terceira, e nem na meia hora seguinte provavelmente).

O fato é que eu não estou trabalhando mais na biblioteca.

Foi uma decisão impulsiva, mas acertada. Eu acho que eu já não tinha mais nada para aprender lá e também não tinha muito mais o que oferecer, estava saturada. Claro que existiam outros motivos, mas esse foi o principal e foi o que eu fiquei repetindo para mim mesma incessantemente na sexta-feira a noite. Porque depois de passar o dia inteiro quase pulando de satisfação por ter férias pela primeira vez em três anos, a noite foi um pouco mais difícil, finalmente caiu a ficha.

Eu trabalhei dois anos lá, e conheci pessoas que sempre me deram o maior apoio e incentivo. Fiz amigos lá. E é sempre muito difícil, para mim, estar longe dos meus amigos (por mais estranho que isso possa parecer já que eu tenho um amigo em cada canto do Brasil). Mas de todo modo, apesar de todas as coisas que eu pensei depois, eu não me arrependo. Preciso de algo novo agora. Aprender mais, sempre.

E então, estou partindo para uma nova fase. Atendendo minhas ligações de primeira agora e pensado no que fazer com todo esse tempo livre.

 

 

*

 

 

Eu queria agradecer todas as mensagens natalinas cheias de carinho que tenho recebido. Infelizmente não estou em clima natalino e não tenho a menor condição de respondê-las. Mas queria que as pessoas que me mandaram soubessem que o carinho delas me deixa muito feliz.

Dec. 18th, 2008

Bookstore

Cabrito arredio que sobe a montanha, não chega no topo

 

Na peça Dança dos Signos do Oswaldo Montenegro, o capricorniano é descrito como "o cabrito que sobe a montanha, mas não olha para baixo para não ter vertigem, nem para o alto para não ver a distância do topo". Eu não sou lá a pessoa mais crédula nessas coisas de signo, muito menos nessas coisas astrológicas inventadas para peças. Só que essa frase é, coincidentemente, tão como eu sou, que acabou ficando guardada na memória.

E essa sou eu porque nunca me faltou coragem para entrar de cabeça nas missões impossíveis ou para ter objetivos inatingíveis. Mas sempre me faltou coragem para encarar de frente o quanto algo poderia ser difícil, por toda a minha vida me esquivei de pensamentos como esse porque eu não queria a vertigem, a sensação de que "eu não vou conseguir", assim como ficar refletindo o quão longe ainda estão os meus objetivos, para não desanimar...

Mas o importante é que eu subo a montanha! Mesmo que só olhando para frente.

Tudo que eu fiz até hoje na minha jornada ao topo da montanha foi estudar como a boa nerd que sou e trabalhar como uma escrava. Nunca tive duvida alguma de que esse era o caminho e ainda não tenho, mas existem outras coisas. Existem mais pessoas subindo a montanha e, a despeito das vezes que um tenta derrubar o outro, há vezes que um ajuda o outro a caminhar. E isso é fundamental.

Dividir experiências, debater, discutir, conversar no bar, são as oportunidades de se ter novas visões e também, porque não, novas (ou melhores) soluções. E, na minha opinião, esse é o catalisador não só da subida ao topo, mas do crescimento pessoal. A capacidade de discutir e aprender de dá possibilidades infinitas. E esse, para mim, é o ponto inicial da ciência, não um problema, não um objeto, mas uma discussão.

As instituições de ensino são um dos melhores lugares para isso. Eu passei correndo pelo colégio, entrei, estudei e saí. E estava fazendo o mesmo com a faculdade, mas parei e respirei. Eu não quero só o topo, eu quero o caminho inteiro.

E agora que eu estou colocando isso em prática, as coisas estão sendo mais do jeito que eu sempre quis. Além de estarem rendendo alguns outros frutos que eu não esperava, porque o que era exclusivamente acadêmico, resultou em amigos e um irmão. 

E isso é muito mais do que eu poderia querer. ^^

Dec. 14th, 2008

Jinkies!

Sobre Jesus, o diabo, papai noel e outros caras do Rock!

Férias finalmente!

E para começar as férias com grande estilo (ok, nem tãããõ grande estilo assim), fui ao Anime Family. A verdade é que meu único objetivo era comprar alguns volumes de mangás que o destino conspirou para que eu não comprasse na banca. Melhor assim, comprei com desconto na Comix (e no cartão de crédito!). Mas... quando eu cheguei lá na Gama, encontrei o Sirius e descobri que teria show da Há!monez, eu obviamente fiquei para dar uma de fã-histérica-louca-pelo-baterista!

O show foi um máximo! Os meninos têm ensaiado! O que não significa que o show não tenha sido uma bagunça com aquelas 562947²³²³ pessoas no palco. (adoooooro!). Com direito a um figurino natalino realmente cômico! Papai Noel, mamãe Noel, renas, duende e o Grinch. Tirei altas fotos legais. Para completar ainda consegui uma decoração de natal para a porta do meu apê!

A noite fui na Festa do Baco! Como eu tava indo para lá com a única informação de que era uma festa à fantasia e nada mais, fiquei um pouco com medo de encarar uma noite inteira só de funk. Mas, os deuses me amam e foi até bem alternativinho, as bandas eram ótimas, tinha muita fantasia legal... O DJ era o Einstein e uma das bandas era composta por Diabo no vocal e Jesus nas guitarras!

Pena que estava meio vazio... Mas foi legal mesmo assim. Foi ótimo encontrar o victénho lá e realmente um pena que a Nica não tenha conseguido ir!

Só para ninguém ficar curioso, vou por uma fotinha da minha fantasia e da do[info]jlsgomes


Fantasia, fantasia, fantasiaaaa! o/ )


Ah! Sexta estréia Twilight! Sei que tem um fandon histérico se reunindo por ai, alguém sabe me dizer onde o povo marcou de ir ver o filme? Queria ir também embora as pessoas vão me achar uma herege que não leu os livros, mas o fato é que eu to querendo ser convencida de que vale a pena eu perder meu precioso tempo com um livro de vampiros cheio de clichês, então tentarei o filme primeiro.

 
Bem, por enquanto é só...

Dec. 12th, 2008

SiriusRemus

Seme ou uke?

Então... eu estava cheia de coisas para fazer e totalmente sem vontade de fazê-las. E ai, aconteceu isso:

Quer mesmo saber? )

Para aumentar o grau de inutilidades do post, aviso que completei minha cota de icons. Estou toda feliz com eles! o/

Agora eu vou parar de enrolar e estudar trabalhar!

Dec. 11th, 2008

Slyclaw

Post chato sobre uma semana chata...


Sabe quando você tá com muita vontade de ir ao banheiro e conforme você vai chegando perto do banheiro a vontade aumenta? Quando você pega as chaves de casa para abrir a porta parece que você não vai agüentar?

Esse semana eu tava com a chave das minhas férias na mão e achei que não fosse agüentar.

Além do cansaço físico, tinha todo um fator psicológico de ficar em prova final, mais uma exaustão mental de estudar sem intervalos e para completar, a minha fina e frágil linha de paciência estava quase arrebentando.

Agora só falta entregar o último trabalho que, graças aos deuses, já está pronto e eu não tive que mover um dedo para isso. Foi a retribuição de ter levado um indivíduo nas costas no primeiro trabalho dessa matéria. Foi um grande suspiro de alívio!

(Obviamente que não será entregue sem uma rigorosa revisão minha XD)

E assim foi o ritmo da minha semana, momentos insanos sem nem tempo de tomar fôlego. Desmaiando na cama de cansaço e não dando a menor atenção para mais nada além de provas, trabalhos e esse tipo de coisa.

Mas amanha acabou. E falando em férias... agente sempre pode ter umas utopias para elas, né? Eu tava pensando em uma DDK por final de semana, assistir todos os filmes em cartaz e todos os que eu baixei, ler meu estoque de livros na lista de espera e postar 3 vezes por dia no PP.

Sonhadora, eu? Imagina. Sei bem o que me aguarda essas férias: auto-escola, ENEBD, artigo do EREBD sul, ENEBD, monografia, ENEBD, intensivão de inglês, ENEBD...

Enfim, esse final de semana não é tecnicamente férias então vou aproveitar para dar uma relaxada, talvez o ENEBD me alcance antes de segunda, mas não conta para o[info]jlsgomes . Porque, como vocês perceberam, eu vou cair dentro do ENEBD, porque aí vem o caos! E a científica precisa estar preparada para o caos!

Por enquanto eu vou relendo meu trabalhinho de amanhã e postando por aqui para aliviar o stress. Afinal, daqui a pouco tem reunião do ENEBD e eu tenho que estar bem zen!

Dec. 8th, 2008

canon

Não se fazem mais pessoas estranhas como antigamente...

Esse sábado eu fui ao lançamento de "Contos de Beedle, o bardo" na Saraiva do RioSul e descobri um monte de coisas.

 

Descobertas de Milinha, a halfling )



Mas mudando de assunto, fui ver Hermanoteu da terra de Godah com o[info]jlsgomes, a Paty, o Daniel e a amiga-deles-que-eu-não-lembro-o-nome. Me acabei de rir. A peça é bem aquele humor sem conteúdo, mas valeu a pena. Tava precisando me divertir sem precisar usar muitos neurônios.

E já que eu fiz aqui um "querido diário" contando meu final de semana, vou por os planos para o próximo final de semana também (esse negócio de não ter que estudar como se a minha vida dependesse disso é tão bom!). Sábado e domingo tem AF, irei pois perdi edições de uns mangás ai, ainda estou pensando em uma maneira de conseguir dinheiro para comprá-los, mas até lá eu penso em algo. Sábado a noite tem Festa do Baco, uma festinha a fantasia no circo voador (20 reais, a meia ou antecipado!),  eu e Jorge estamos preparando fantasias. o/

Estão todos convidados! ^~

Dec. 5th, 2008

izzie

Crise existencial

Não é novidade, mas...

( Geek? Ou Nerd? )

Eu não tenho nenhum problema com "nerd".


*


Se eu contasse o meu dia de hoje vocês nem iam acreditar. E ainda são 15h, ou seja, tem potencial para piorar. ai ai.

Dec. 3rd, 2008

Chuva

O ano em que o natal não chegou


Eu não sou católica, nem cristã. Então 24/25 de dezembro não possui nenhum significado religioso/místico relevante na minha vida.

Eu não preciso de uma data especial para começar a ser generosa e pensar no bem do próximo. Faço o que posso, penso sempre.

Minha família é unida. Fato. Não somos daqueles que só se vêem em datas especiais. Nos encontramos no mínimo uma vez por semana, passamos e-mail uns para os outros adoidado, ligamos centenas de vezes.

Ou seja, o Natal é inútil para mim.

Nem por isso eu já deixei de comemorá-lo. Minha família nunca precisou de natal, mas nós gostamos dele. Esse negócio de presentes é bem divertido e aquela coisa de cozinhar o dia todo para a ceia e fazer a maior zona sempre foi muito legal.

Nunca foi preciso ligar para combinar como ia ser o natal daquele ano. Natal é natal ué! Casa da vovó? Claro! Comprar tudo da ceia em cima da hora? Claro! Zona na cozinha? Claro! Vovó entregando os presentes? Claro!

Do meio de outubro para o final de ano todo mundo já se sente no clima de festas. Já é Natal na lleader magazine e aquelas coisas.

Eu quase não vejo os canais abertos então praticamente não vi nenhum comercial esse ano. E fui pega totalmente de surpresa quando no meio de novembro eu entrei no shopping e o encontrei decorado para o natal.

O natal não chegou para mim esse ano. E não tenho certeza se vai chegar.

Pela primeira vez na vida, minha família tem se telefonado para saber o que vamos fazer no natal. Uma viagem já está certa, mas ainda não sabemos bem para onde. O certo é que esse ano não tem casa da vovó, não tem zona na cozinha da vovó, não tem presentes da vovó. Não tem vovó.

E o natal não vai chegar.

E eu não quero nem pensar no reveillon. Planejo dormir no dia 30 e acordar só dia 2.

Nov. 30th, 2008

Chuva

Musica para faxina

Minha faxineira foi ter neném. Minha casa estava um nojo e uma zona.  Tive que fazer algo a respeito.

Minha sorte é que o Jorge como um bom namorado participativo quis me ajudar.  Então, armados com vassouras, panos molhados e mais todo o arsenal que é necessário para uma faxina, começamos a limpeza ao som de Blind Guardian.

Eu fico pensando o que os vizinhos pensaram de nós. Não que eu me importe minimamente, mas ia ser divertido saber o que rock e faxina sábado a noite ocasionaram nas cabecinhas arrogantes e retrógadas dos meus vizinhos.

Mas não era isso que eu queria falar.

Eu ia falar sobre  as coisas que você acha quando arruma a casa. Uma blusa minha sumiu e nunca mais foi encontrada mesmo depois de toda a arrumação, acho que nunca mais a verei de novo.  Mas em compensação, eu achei uma pilha de cd’s virgens e uma pilha de cd’s originais das mais diferentes bandas/cantores que eu tinha trazido há tempos da casa da minha vó. Já foram para juntos dos outros cd's e agora estão felizes e organizados...

Acabei arrumando os livros que estavam dentro de sacolas a meses. Passei todos para a estantes. Agora eu tenho prateleiras cheias de livros que eu nunca li e, como tudo indica, que eu nunca terei tempo de ler.

Achei as fitas com minhas apresentações de balé também, mas como eu não tenho vídeo e nem sei de ninguém mais que tenha, acho que não adiantou muita coisa achá-las. Completando a sessão “relembrando os velhos tempos”, achei também o crachá da minha mãe quando ela foi escrava trabalhou lá na ABL. Com uma foto super engraçada, mas o crachá é igual ao meu! ^^

Achei o último presente que eu dei para a minha avó antes de ela morrer. E resolvi parar de achar coisas.

Estou cansada, sem tempo e com muita coisa para estudar. Eu sou um zumbi. E o que eu menos preciso é ficar achando coisas. Foda-se a blusa, não gostava dela mesmo.
 

 

Nov. 24th, 2008

librarian

Na margem do rio Tiête sentei e chorei, ou, IX EREBD: eu sobrevivi!

Para os leigos, EREBD é Encontro Regional de Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Ciência e Gestão da Informação, apelidado por mim como desventuras em série!

Mas eu não vou falar dos milhares de problemas que rolaram. Vou falar que adorei ir, passar um tempo com as meninas foi super legal e voltar a Sampa é sempre bom.

Sem contar com as palestras que foram perfeitas e os debates super legais que elas geraram. Estou quase abandonando as tecnologias e indo para o social. Eu disse quase! Ou talvez eu junte as duas coisas... Preciso ler.

Não vou disser que deu para relaxar e descansar, porque isso foi o que eu menos fiz. Mas deu para desviar um pouco a mente de tudo o que estava me perturbando e algumas coisas voltaram para o Rio muito bem esclarecidas.

Isso me lembra a prova de hoje! Murphy nem sempre me odeia. Afinal uma viagem Sampa-Rio durando 9 horas + estudar 4 horas antes da prova + apenas 1 hora de sono mal dormido e depois de tudo isso direto a prova, não é lá um cenário muito bom, mas eu fui bem na prova.

Só porque, hoje, meus problemas parecem mais perto de se revolverem, todo mundo resolveu despejar seus problemas em mim. Não é uma reclamação, é só a constatação de uma coincidência estranha.

Enfim, a vida recomeça hoje, que droga! Queria um pouquinho mais de Sampa, não deu para ver todo mundo! Agora tenho que pensar em como conseguir dinheiro para voltar lá o mais rápido possível. Estou pensando em um terceiro estágio nas férias assaltar um banco.

No mais continuo procurando alguém que me adote no Réveillon. Ou uma festa de réveillon legal, nada de praia. O que eu queria mesmo era que o povo do PP viesse tomar um porre comigo.

Bem, chega de falar aleatoriedades...

Nov. 18th, 2008

librarian

Cachaceiros da minha vida

Eu nunca poderia imaginar que eu estaria num bar em plena segunda-feira.
 
Ainda mais em uma segunda-feira completamente distante das férias, com direito a aula no dia seguinte, estágio e dilúvio no Rio de Janeiro.
 
Há lugares que me atraem mais do bares. Muitos lugares. Mas estranhamento isso tem sido legal.
 
Alias, muitas coisas estranhas tem acontecido esse ano. Foi uma ano de merda, mas surpreendentemente houve alguns bons acontecimentos.
 
Quanto pior está a minha vida, mais eu vou tentando ocupar o meu tempo, geralmente com os estudos. Nunca tinha me ocorrido que isso poderia me trazer oportunidades além das já academicamente comprovadas, como por exemplo ser arrastada para um bar em plena segunda-feira.
 
Um brinde a isso!

Nov. 15th, 2008

d20

Shit!

Final de semana para pegar folego antes de começarem as provas os dois estágios e as merdas dos artigos.

E sabem o que eu fiz?

Nada!

Todo mundo que podia furar comigo furou e eu to puta da vida.

Com tanta raiva que nem me dá vontade de sair mais.

O que piora tudo, porque vem aquela sensação de perda do meu raro tempo livre.

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